A VERDADE:

Do julgamento em tribunal de duas versões opostas de um qualquer facto resultam no mínimo quatro verdades diferentes: as duas correspondentes a cada uma das partes em conflito, a que resulta da sentença doutamente proferida, e ainda aquela que se torna inatingível, aquela à qual nunca se chegará... a que fica 'ad aeternum' no segredo dos deuses."

Por Monteiro de Queiroz, 2020

12 especialistas questionam a narrativa oficial da COVID-19


12 especialistas questionam a narrativa oficial da COVID-19


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12 especialistas questionam a narrativa oficial do COVID-19
12 especialistas questionam a narrativa oficial do COVID-19
Muitos têm sido os especialistas que questionam a narrativa oficial da COVID-19. Estes são 12 exemplos:

Dr Sucharit Bhakdi

É especialista em microbiologia. Foi professor na Universidade Johannes Gutenberg no Mainz e foi chefe do Instituto de Microbiologia Médica e Higiene, sendo um dos investigadores mais citados da história alemã.
O que afirmou:
Receamos que 1 milhão de infecções pelo novo vírus nos leve a ter 30 mortes por dia nos próximos 100 dias. Mas não percebemos que 20, 30, 40 ou 100 pacientes positivos para os Coronavírus normais (que circulam todos os anos) já estão a morrer diariamente.
[As medidas anti-COVID19 do governo] são grotescas, absurdas e muito perigosas […] A expectativa de vida de milhões está a ser reduzida. O impacto terrível na Economia mundial ameaça a existência de inúmeras pessoas. As consequências para os cuidados médicos são profundas. Os serviços para pacientes com necessidades imediatas têm sido muito reduzidos, cirurgias canceladas, serviços vazios, número de técnicos de Saúde diminuído. Tudo isso terá um impacto profundo em toda a Sociedade.
Todas essas medidas estão a levar à autodestruição e ao suicídio colectivo com base em nada além de um fantasma.

Dr Wolfgang Wodarg

Médico alemão especializado em Pneumologia, político e ex-presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho Europeu. Em 2009, pediu um inquérito sobre supostos conflitos de interesse em torno da resposta da UE à Pandemia da Gripe Suína.
O que afirmou:
Os políticos estão a ser cortejados por cientistas […] cientistas que se querem tornar importantes para conseguir dinheiro para as suas instituições. Cientistas que nadam na corrente oficial e querem a sua parte […] E o que está a faltar agora é uma maneira racional de ver as coisas.
Deveríamos estar a fazer perguntas como “Como é que se descobriu que o vírus era perigoso?”, “Como era antes?”, “Não tínhamos a mesma coisa no ano passado?”, “É algo novo?”. E isso está a faltar.

Dr Joel Kettner


Dr Joel Kettner
Dr Joel Kettner

Oficial de Saúde Pública da província de Manitoba e Diretor Médico do Centro Internacional de Doenças Infecciosas.
O que afirmou:
Nunca tinha visto nada parecido, nem sequer próximo. Não estou a referir-me à pandemia, porque já vi mais de 30, uma a cada ano. É chamada Gripe. E outros vírus de doenças respiratórias que nem sempre sabemos o que são. Mas nunca vi uma reação destas e estou a tentar perceber o porquê.
[…]
Preocupo-me com a mensagem passada ao público, o medo de entrar em contato com outras pessoas, estar no mesmo espaço que as outras pessoas, apertar as mãos, ter reuniões com outras pessoas. Preocupo-me com muitas, muitas consequências que podem vir associadas a isso.
[…]
Na província de Hubei, onde houve mais casos e mortes de longe, o número real de casos relatados é de 1 por 1.000 pessoas e a taxa real de mortes relatadas é de 1 por 20.000. Talvez isso ajude a colocar as coisas em perspectiva.
Mais em EuroPost.

Dr John Ioannidis


Dr John Ioannidis
Dr John Ioannidis

Professor de MedicinaPesquisa e Política em Saúde e Ciência de Dados Biomédicos, na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford e professor de Estatística na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade de Stanford. É director do Stanford Prevention Research Center e co-director do Meta-Research Innovation Center em Stanford (METRICS).
Também é o editor-chefe do European Journal of Clinical Investigation. Foi presidente do Departamento de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Ioannina, além de ser também professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Tufts.
Como médico, cientista e autor, fez contribuições para a medicina baseada em evidências, epidemiologia, ciência de dados e pesquisa clínica. Além disso, foi pioneiro no campo da meta-pesquisa. Mostrou que grande parte da pesquisa publicada não atende a bons padrões científicos de evidências.
O que afirmou:
Os pacientes que foram testados para o SARS-CoV-2 são aqueles que têm desproporcionalmente sintomas mais graves. Como a maioria dos sistemas de Saúde tem capacidade limitada de teste, o viés de selecção pode até piorar no futuro próximo.
A única situação em que uma população inteira e encerrada foi testada foi no navio Diamond Princess, tendo os seus passageiros em quarentena. A taxa de mortalidade foi de 1,0%, mas tratava-se de uma população amplamente idosa, na qual a taxa de mortalidade por COVID-19 é muito maior.
[…]
Poderá a taxa de mortalidade de casos de COVID-19 ser tão baixa? Não, dizem alguns, apontando para a alta taxa de pessoas idosas. No entanto, mesmo alguns dos chamados Coronavírus do tipo Gripe comum, conhecidos há décadas, podem ter taxas de mortalidade de até 8% quando infectam idosos em lares de repouso.
[…]
Se não soubéssemos sobre um novo vírus que andava por aí e não tivéssemos verificado indivíduos com testes de PCR, o número total de mortes por “doença semelhante à Influenza” não pareceria incomum este ano. No máximo, poderíamos ter notado casualmente que a Gripe nesta temporada parece ser um pouco pior que a média.
Pode ler mais sobre as suas afirmações no site da Stat News.

Dr Yoram Lass


Dr Yoram Lass
Dr Yoram Lass

Médico, político e ex-director geral do Ministério da Saúde de Israel. Também trabalhou como decano associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Tel Aviv e, durante os anos 80, apresentou o programa de televisão Tatzpit, baseado em Ciência.
O que afirmou:
Itália é conhecida pela sua enorme morbidade em problemas respiratórios, mais de três vezes do que qualquer outro país europeu. Nos EUA, cerca de 40.000 pessoas morrem numa temporada regular de Gripe.
[…]
Em todos os países, mais pessoas morrem de Gripe comum em comparação com aquelas que morrem do novo Coronavírus.
[…]
Há um exemplo muito bom que todos esquecemos: a Gripe Suína em 2009. Esse foi um vírus que chegou ao mundo vindo do México e até hoje não há vacinação contra ele. Mas o quê? Naquela época, não havia Facebook ou talvez houvesse, mas ainda estava na sua infância. O Coronavírus, por outro lado, é um vírus com relações públicas.
Quem pensa que os governos acabam com os vírus está errado.
– Entrevista à Globes22 de Março de 2020

Dr Pietro Vernazza


Dr Pietro Vernazza
Dr Pietro Vernazza

Médico suíço especializado em doenças infecciosas no Hospital Cantonal St. Gallen e professor de Política da Saúde.
O que afirmou:
Temos números confiáveis ​​de Itália e um trabalho de epidemiologistas, publicado na renomada revista científica Science, que examinou a disseminação na China. Isso deixa claro que cerca de 85% de todas as infecções ocorreram sem que ninguém percebesse a infecção. 90% dos pacientes falecidos têm mais de 70 anos de idade, 50% mais de 80 anos.
[…]
Em Itália, uma em cada dez pessoas diagnosticadas morre, de acordo com os resultados da publicação da Science, que é estatisticamente uma em cada 1.000 pessoas infectadas. Cada caso individual é trágico, mas geralmente – semelhante à estação da Gripe – afecta pessoas que estão no fim de suas vidas.
[…]
Se fecharmos as escolas vamos impedir que as crianças se tornem rapidamente imunes.
[…]
Devíamos integrar melhor os factos científicos nas decisões políticas.
– Entrevista à St. Galler Tagblatt22 de Março de 2020.

Dr. Frank Ulrich Montgomery


Dr. Frank Ulrich Montgomery
Dr. Frank Ulrich Montgomery

Radiologista alemão, antigo presidente da Associação Médica Alemã e vice-presidente da Associação Médica Mundial.
O que afirmou:
Eu não sou fã da Quarentena em casa. Quem impõe algo assim também deve dizer quando e como poderá tudo regressar. Já que temos de assumir que o vírus estará connosco por um longo tempo, será que vamos voltar ao normal? Não se pode manter escolas e creches fechadas até ao final do ano. Porque levará pelo menos esse tempo até que tenhamos uma vacina. A Itália impôs um bloqueio e teve o efeito oposto. Rapidamente atingiram os seus limites de capacidade, mas não diminuíram a velocidade da propagação do vírus dentro do bloqueio.
– Entrevista na General Anzeiger18 de Março de 2020.

Prof. Hendrik Streeck


Prof. Hendrik Streeck
Prof. Hendrik Streeck

Investigador do HIV alemão, epidemiologista e clínico. Professor de virologia e director do Instituto de Virologia e Pesquisa em HIV da Universidade de Bona.
O que afirmou:
O novo patógeno não é assim tão perigoso. É ainda menos perigoso que o SARS-CoV-1. O que há que ter em atenção é que o Sars-CoV-2 se replica na área superior da garganta e, portanto, é muito mais infeccioso porque o vírus salta de garganta em garganta, por assim dizer. Mas isso também é uma vantagem: como o SARS-CoV-1 se replica nos pulmões de forma mais profunda, não é tão infeccioso, mas definitivamente atinge os pulmões, o que o torna mais perigoso.
[…]
Também tem de se ter em conta que as mortes de SARS-CoV-2 na Alemanha foram exclusivamente em idosos. Em Heinsberg, por exemplo, um homem de 78 anos com doenças anteriores morreu de insuficiência cardíaca e sem o envolvimento pulmonar de SARS-CoV-2. Desde que ele foi infectado, naturalmente aparece nas estatísticas do COVID-19. Mas a questão é se ele não teria morrido de qualquer maneira, mesmo sem o SARS-CoV-2.
– Entrevita à Frankfurter Allgemeine16 de Março de 2020.

Dr. Yanis Roussel (e colaboradores)

Uma equipa de investigadores do Instituto Universitário Mediterrâneo de Infecções de Marselha e do Instituto de Pesquisa para o DesenvolvimentoAssistance Publique-Hôpitaux de Marseille, conduziu um estudo revisto por pares sobre a mortalidade pelo novo Coronavírus para o governo de França sob o título “Programa de Investmentos para o Futuro“.
O que afirmaram:
O problema do SARS-CoV-2 provavelmente está a ser superestimado, pois 2,6 milhões de pessoas morrem de infecções respiratórias a cada ano, em comparação com menos de 4000 mortes por SARS-CoV-2 no momento da redacção deste documento.
[…]
Este estudo comparou a taxa de mortalidade do SARS-CoV-2 nos países da OCDE (1,3%) com a taxa de mortalidade de Coronavírus comuns identificados em pacientes com HAP (0,8%) de 1 de Janeiro de 2013 a 2 de Março de 2020. Foi realizado um teste de qui-quadrado, e o valor de P foi de 0,11 (não significativo).
[…]
Deve notar-se que estudos sistemáticos de outros Coronavírus (mas ainda não para SARS-CoV-2) descobriram que a percentagem de portadores assintomáticos é igual ou até maior que a percentagem de pacientes sintomáticos. Os mesmos dados para a SARS-CoV-2 podem estar disponíveis em breve, o que reduzirá ainda mais o risco relativo associado a esta patologia específica.
– «SARS-CoV-2: Fear vs. Data», International Journal of Antimicrobial Agents19 de Março de 2020.

Dr. David Katz


Dr. David Katz
Dr. David Katz

Médico americano e director fundador do Yale University Prevention Research Center.
O que afirmou:
Estou profundamente preocupado que as consequências sociais, económicas e de Saúde pública desse colapso quase total da vida normal – escolas e empresas fechadas, reuniões proibidas – sejam duradouras e calamitosas, possivelmente mais graves do que o número directo do próprio vírus. O mercado de acções voltará com o tempo, mas muitas empresas nunca o farão. O desemprego, o empobrecimento e o desespero que provavelmente resultarão serão flagelos de Saúde pública de primeira ordem.
– «Is Our Fight Against CoronaVirus Worse than the Disease?», New York Times20 de Março de 2020.

Prof. Michael T. Osterholm


Prof. Michael T. Osterholm
Prof. Michael T. Osterholm

Professor regente e director do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas da Universidade de Minnesota.
O que afirmou:
Considere o efeito de fechar escritórios, escolas, sistemas de transporte, restaurantes, hotéis, lojas, teatros, salas de concerto, eventos desportivos e outros locais por tempo indeterminado e deixar todos os trabalhadores desempregados a receber subsídios. O resultado provável seria não apenas uma depressão, mas um colapso económico completo, com incontáveis ​​empregos perdidos permanentemente, muito antes da vacina estar pronta ou a imunidade natural se estabelecer.
[…]
[A] melhor alternativa provavelmente implicará permitir que pessoas com baixo risco de doenças graves continuem a trabalhar, mantendo os negócios e a produção a funcionar e possam gerir a Sociedade, enquanto se aconselha a indivíduos de alto risco a se protegerem através do distanciamento físico e aumentando assim a nossa capacidade de assistência médica o mais agressivamente possível. Com esse plano de batalha, poderíamos gradualmente criar imunidade sem destruir a estrutura financeira na qual nossas vidas se baseiam.
– «Facing COVID-19 Realitty: A National Lockdown is no Cure», Washington Post21 de Março de 2020.

Dr Peter Goetzsche


Dr Peter Goetzsche
Dr Peter Goetzsche

Professor de Design e Análise de Pesquisa Clínica da Universidade de Copenhaga e fundador da Cochrane Medical Collaboration. Escreveu vários livros sobre corrupção no campo da medicina e o poder das Grandes Empresas Farmacêuticas.
O que afirmou:
O nosso principal problema é que ninguém jamais terá problemas por medidas draconianas exageradas. Só terão problemas se fizerem muito pouco. Portanto, os nossos políticos e aqueles que trabalham com Saúde pública fazem muito mais do que deveriam.
Nenhuma dessas medidas draconianas foi aplicada durante a pandemia de Gripe de 2009 e, obviamente, não pode ser aplicada todo o inverno, que é o ano todo, pois é sempre inverno em algum lugar. Não podemos fechar o mundo inteiro permanentemente.
Se a epidemia diminuir em pouco tempo, haverá uma fila de pessoas a querer receber crédito por isso. E podemos ter certeza de que medidas draconianas serão aplicadas novamente na próxima vez. Mas lembrem-se da piada sobre os tigres. “Por que está a tocar a buzina?” “Para manter os tigres afastados.” “Mas não há tigres aqui.” “Precisamente!”

As "fake news" nas redes sociais! Só?! E nos OCS? E na política? E na restante sociedade?

Vença as "fake news" nas redes sociais: 8 segredos para não ser enganado sobre o novo coronavírus
Filipa Traqueia, 22 mar 2020. 19:45, poligrafo.sapo.pt

Nunca como hoje circularam tantas mentiras e manipulações sobre um tema específico. A Covid-19 tem sido - e continuará a ser - uma brutal fonte de inspiração para os profissionais da desinformação. O Polígrafo dá-lhe um guia básico para se defender dos piratas das "fake news". Vença as

Muito se tem partilhado nas redes sociais sobre a epidemia que tem marcado os últimos meses. E muita desinformação tem enchido os feeds do Facebook e Twitter e os grupos do WhatsApp. O Polígrafo desmistificou dezenas de falsas informações - e assim continuará. Mas como todos somos poucos, deixamos um pequeno guia para se orientar no labirinto informativo em que meio mundo está perdido.

1. Conheça a doença, os seus sintomas e a forma de contágio
Saber os básicos sobre a doença é meio caminho para descartar algumas das publicações falsas que circulam nas redes. A COVID-19 (e não "o Covid", uma vez que a Covid-19 é a doença provocada por um vírus - "o" coronavírus) provoca febre, tosse, falta de ar e pode ser passado de pessoa para pessoa através das gotículas da boca e do nariz, por exemplo através da tosse ou dos espirros. Por isso é que é recomendado lavar as mãos e evitar mexer na cara. Poderá encontrar informações sobre esta doença no Centers for Disease Control and Prevention, no site da Organização Mundial de Saúde e também no site da Direção-Geral da Saúde.

2. Afaste-se das teorias da conspiração
Há muito que ainda não se sabe sobre a COVID-19 e há também quem se aproveite disso para transformar esta epidemia numa teoria da conspiração. Publicações onde se afirma que o vírus foi criado em laboratório, que é uma arma biológica criada pelos ricos para controlar a população, que tem ocorrido uma epidemia no ano 20 de cada século ou que é um plano da China para vencer o resto do mundo são falsas. Apontar culpas para esta epidemia ou arranjar um bode expiatório são também práticas comuns em tempos de crise. Não há uma pessoa, um grupo, um partido ou um país que seja responsável pela COVID-19. As epidemias podem ter um enorme número de causas e nenhuma delas tem motivações políticas.

3. Verifique as imagens e vídeos e confirme os números apresentados
A teoria do “ver para crer” pode não se aplicar no que às redes sociais diz respeito. Isto porque, em situações de crise, muitas imagens publicadas são descontextualizadas e enganadoras. Podem ser vídeos e fotografias antigas que estão a ser identificadas como atuais ou até mesmo imagens que não têm qualquer relação com a epidemia, mas que surgem associadas ao COVID-19. Seja cético, questione e, acima de tudo, investigue mais a fundo. Quanto aos números: a Organização Mundial de Saúde publica relatórios diariamente com o número de infetados e de mortos por país, assim como a evolução da doença. Com estes relatórios poderá atualizar-se face ao panorama mundial. No caso português, a Direção-Geral de Saúde está a disponibilizar os dados da doença atualizados ao minuto. Tenha também atenção às datas das publicações, uma vez que os números mudam de dia para dia.

4. Não partilhe métodos alternativos de prevenção e de cura
Pode pensar que está a ajudar os outros, mas na verdade está a colaborar na dispersão de informação errada. Muitas publicações com curas milagrosas e métodos de prevenção para o coronavírus têm sido partilhadas nas redes sociais sem qualquer fundamento científico. Enquanto alguns podem inofensivos – como ingerir um determinado chá ou beber água de 15 em 15 minutos –, outros podem ser prejudiciais para a sua saúde. O SNS24 disponibiliza uma série de recomendações que deverá ter em conta, assim como a OMS.

5. Mantenha-se a par das descobertas sobre o vírus
Muitos investigadores estão dedicados ao estudo do SARS-CoV-2, o vírus responsável pelo COVID-19. Porém, as investigações podem levar meses até chegarem a conclusões concretas e, até lá, muito se vai dizendo. Algumas das informações podem vir a ser alteradas e novas descobertas sobre o comportamento e propagação do vírus podem surgir a qualquer momento. Por isso, a melhor prática é procurar as informações oficiais e fidedignas e questionar as que publicações que vê nas redes sociais.

6. Questione-se: quem criou esta publicação?
Confirme em que site está publicada a informação e se é uma página fidedigna. A origem da informação é um dos principais fatores a ter em conta na luta contra as fake news. Procure as secções do “about us” e investigue o autor do texto. Se tudo o que está a ler é escrito anonimamente, procure outras fontes para confirmar a informação. Observe também o link: muitas das páginas fraudulentas apresentam links estranhos e que, em alguns casos, em nada têm a ver com o que está a ler. Tome também atenção às terminações dos URL e saiba que as instituições oficiais normalmente têm links que terminam em .gov, .eu, .edu ou .org.

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7. Tente perceber que mensagem está a ser passada
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8. Interrogue-se: porque é que esta publicação foi criada?
Depois de perceber a origem e a razão da mensagem, tome atenção à sua motivação. Poderá estar perante um conteúdo patrocinado em que o seu autor foi pago para escrever este assunto ou poderá ser um conteúdo com motivações políticas que tem como objetivo prejudicar um oponente. Tenha isso em consideração antes de fazer uma partilha.

https://poligrafo.sapo.pt/sociedade/artigos/venca-as-fake-news-nas-redes-sociais-8-segredos-para-nao-ser-enganado-no-que-le-sobre-o-novo-coronavirus [01.mai.2020]