A VERDADE:

Do julgamento em tribunal de duas versões opostas de um qualquer facto resultam no mínimo quatro verdades diferentes: as duas correspondentes a cada uma das partes em conflito, a que resulta da sentença doutamente proferida, e ainda aquela que se torna inatingível, aquela à qual nunca se chegará... a que fica 'ad aeternum' no segredo dos deuses."

Por Monteiro de Queiroz, 2020

12 especialistas questionam a narrativa oficial da COVID-19


12 especialistas questionam a narrativa oficial da COVID-19


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12 especialistas questionam a narrativa oficial do COVID-19
12 especialistas questionam a narrativa oficial do COVID-19
Muitos têm sido os especialistas que questionam a narrativa oficial da COVID-19. Estes são 12 exemplos:

Dr Sucharit Bhakdi

É especialista em microbiologia. Foi professor na Universidade Johannes Gutenberg no Mainz e foi chefe do Instituto de Microbiologia Médica e Higiene, sendo um dos investigadores mais citados da história alemã.
O que afirmou:
Receamos que 1 milhão de infecções pelo novo vírus nos leve a ter 30 mortes por dia nos próximos 100 dias. Mas não percebemos que 20, 30, 40 ou 100 pacientes positivos para os Coronavírus normais (que circulam todos os anos) já estão a morrer diariamente.
[As medidas anti-COVID19 do governo] são grotescas, absurdas e muito perigosas […] A expectativa de vida de milhões está a ser reduzida. O impacto terrível na Economia mundial ameaça a existência de inúmeras pessoas. As consequências para os cuidados médicos são profundas. Os serviços para pacientes com necessidades imediatas têm sido muito reduzidos, cirurgias canceladas, serviços vazios, número de técnicos de Saúde diminuído. Tudo isso terá um impacto profundo em toda a Sociedade.
Todas essas medidas estão a levar à autodestruição e ao suicídio colectivo com base em nada além de um fantasma.

Dr Wolfgang Wodarg

Médico alemão especializado em Pneumologia, político e ex-presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho Europeu. Em 2009, pediu um inquérito sobre supostos conflitos de interesse em torno da resposta da UE à Pandemia da Gripe Suína.
O que afirmou:
Os políticos estão a ser cortejados por cientistas […] cientistas que se querem tornar importantes para conseguir dinheiro para as suas instituições. Cientistas que nadam na corrente oficial e querem a sua parte […] E o que está a faltar agora é uma maneira racional de ver as coisas.
Deveríamos estar a fazer perguntas como “Como é que se descobriu que o vírus era perigoso?”, “Como era antes?”, “Não tínhamos a mesma coisa no ano passado?”, “É algo novo?”. E isso está a faltar.

Dr Joel Kettner


Dr Joel Kettner
Dr Joel Kettner

Oficial de Saúde Pública da província de Manitoba e Diretor Médico do Centro Internacional de Doenças Infecciosas.
O que afirmou:
Nunca tinha visto nada parecido, nem sequer próximo. Não estou a referir-me à pandemia, porque já vi mais de 30, uma a cada ano. É chamada Gripe. E outros vírus de doenças respiratórias que nem sempre sabemos o que são. Mas nunca vi uma reação destas e estou a tentar perceber o porquê.
[…]
Preocupo-me com a mensagem passada ao público, o medo de entrar em contato com outras pessoas, estar no mesmo espaço que as outras pessoas, apertar as mãos, ter reuniões com outras pessoas. Preocupo-me com muitas, muitas consequências que podem vir associadas a isso.
[…]
Na província de Hubei, onde houve mais casos e mortes de longe, o número real de casos relatados é de 1 por 1.000 pessoas e a taxa real de mortes relatadas é de 1 por 20.000. Talvez isso ajude a colocar as coisas em perspectiva.
Mais em EuroPost.

Dr John Ioannidis


Dr John Ioannidis
Dr John Ioannidis

Professor de MedicinaPesquisa e Política em Saúde e Ciência de Dados Biomédicos, na Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford e professor de Estatística na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade de Stanford. É director do Stanford Prevention Research Center e co-director do Meta-Research Innovation Center em Stanford (METRICS).
Também é o editor-chefe do European Journal of Clinical Investigation. Foi presidente do Departamento de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Ioannina, além de ser também professor adjunto da Faculdade de Medicina da Universidade Tufts.
Como médico, cientista e autor, fez contribuições para a medicina baseada em evidências, epidemiologia, ciência de dados e pesquisa clínica. Além disso, foi pioneiro no campo da meta-pesquisa. Mostrou que grande parte da pesquisa publicada não atende a bons padrões científicos de evidências.
O que afirmou:
Os pacientes que foram testados para o SARS-CoV-2 são aqueles que têm desproporcionalmente sintomas mais graves. Como a maioria dos sistemas de Saúde tem capacidade limitada de teste, o viés de selecção pode até piorar no futuro próximo.
A única situação em que uma população inteira e encerrada foi testada foi no navio Diamond Princess, tendo os seus passageiros em quarentena. A taxa de mortalidade foi de 1,0%, mas tratava-se de uma população amplamente idosa, na qual a taxa de mortalidade por COVID-19 é muito maior.
[…]
Poderá a taxa de mortalidade de casos de COVID-19 ser tão baixa? Não, dizem alguns, apontando para a alta taxa de pessoas idosas. No entanto, mesmo alguns dos chamados Coronavírus do tipo Gripe comum, conhecidos há décadas, podem ter taxas de mortalidade de até 8% quando infectam idosos em lares de repouso.
[…]
Se não soubéssemos sobre um novo vírus que andava por aí e não tivéssemos verificado indivíduos com testes de PCR, o número total de mortes por “doença semelhante à Influenza” não pareceria incomum este ano. No máximo, poderíamos ter notado casualmente que a Gripe nesta temporada parece ser um pouco pior que a média.
Pode ler mais sobre as suas afirmações no site da Stat News.

Dr Yoram Lass


Dr Yoram Lass
Dr Yoram Lass

Médico, político e ex-director geral do Ministério da Saúde de Israel. Também trabalhou como decano associado da Faculdade de Medicina da Universidade de Tel Aviv e, durante os anos 80, apresentou o programa de televisão Tatzpit, baseado em Ciência.
O que afirmou:
Itália é conhecida pela sua enorme morbidade em problemas respiratórios, mais de três vezes do que qualquer outro país europeu. Nos EUA, cerca de 40.000 pessoas morrem numa temporada regular de Gripe.
[…]
Em todos os países, mais pessoas morrem de Gripe comum em comparação com aquelas que morrem do novo Coronavírus.
[…]
Há um exemplo muito bom que todos esquecemos: a Gripe Suína em 2009. Esse foi um vírus que chegou ao mundo vindo do México e até hoje não há vacinação contra ele. Mas o quê? Naquela época, não havia Facebook ou talvez houvesse, mas ainda estava na sua infância. O Coronavírus, por outro lado, é um vírus com relações públicas.
Quem pensa que os governos acabam com os vírus está errado.
– Entrevista à Globes22 de Março de 2020

Dr Pietro Vernazza


Dr Pietro Vernazza
Dr Pietro Vernazza

Médico suíço especializado em doenças infecciosas no Hospital Cantonal St. Gallen e professor de Política da Saúde.
O que afirmou:
Temos números confiáveis ​​de Itália e um trabalho de epidemiologistas, publicado na renomada revista científica Science, que examinou a disseminação na China. Isso deixa claro que cerca de 85% de todas as infecções ocorreram sem que ninguém percebesse a infecção. 90% dos pacientes falecidos têm mais de 70 anos de idade, 50% mais de 80 anos.
[…]
Em Itália, uma em cada dez pessoas diagnosticadas morre, de acordo com os resultados da publicação da Science, que é estatisticamente uma em cada 1.000 pessoas infectadas. Cada caso individual é trágico, mas geralmente – semelhante à estação da Gripe – afecta pessoas que estão no fim de suas vidas.
[…]
Se fecharmos as escolas vamos impedir que as crianças se tornem rapidamente imunes.
[…]
Devíamos integrar melhor os factos científicos nas decisões políticas.
– Entrevista à St. Galler Tagblatt22 de Março de 2020.

Dr. Frank Ulrich Montgomery


Dr. Frank Ulrich Montgomery
Dr. Frank Ulrich Montgomery

Radiologista alemão, antigo presidente da Associação Médica Alemã e vice-presidente da Associação Médica Mundial.
O que afirmou:
Eu não sou fã da Quarentena em casa. Quem impõe algo assim também deve dizer quando e como poderá tudo regressar. Já que temos de assumir que o vírus estará connosco por um longo tempo, será que vamos voltar ao normal? Não se pode manter escolas e creches fechadas até ao final do ano. Porque levará pelo menos esse tempo até que tenhamos uma vacina. A Itália impôs um bloqueio e teve o efeito oposto. Rapidamente atingiram os seus limites de capacidade, mas não diminuíram a velocidade da propagação do vírus dentro do bloqueio.
– Entrevista na General Anzeiger18 de Março de 2020.

Prof. Hendrik Streeck


Prof. Hendrik Streeck
Prof. Hendrik Streeck

Investigador do HIV alemão, epidemiologista e clínico. Professor de virologia e director do Instituto de Virologia e Pesquisa em HIV da Universidade de Bona.
O que afirmou:
O novo patógeno não é assim tão perigoso. É ainda menos perigoso que o SARS-CoV-1. O que há que ter em atenção é que o Sars-CoV-2 se replica na área superior da garganta e, portanto, é muito mais infeccioso porque o vírus salta de garganta em garganta, por assim dizer. Mas isso também é uma vantagem: como o SARS-CoV-1 se replica nos pulmões de forma mais profunda, não é tão infeccioso, mas definitivamente atinge os pulmões, o que o torna mais perigoso.
[…]
Também tem de se ter em conta que as mortes de SARS-CoV-2 na Alemanha foram exclusivamente em idosos. Em Heinsberg, por exemplo, um homem de 78 anos com doenças anteriores morreu de insuficiência cardíaca e sem o envolvimento pulmonar de SARS-CoV-2. Desde que ele foi infectado, naturalmente aparece nas estatísticas do COVID-19. Mas a questão é se ele não teria morrido de qualquer maneira, mesmo sem o SARS-CoV-2.
– Entrevita à Frankfurter Allgemeine16 de Março de 2020.

Dr. Yanis Roussel (e colaboradores)

Uma equipa de investigadores do Instituto Universitário Mediterrâneo de Infecções de Marselha e do Instituto de Pesquisa para o DesenvolvimentoAssistance Publique-Hôpitaux de Marseille, conduziu um estudo revisto por pares sobre a mortalidade pelo novo Coronavírus para o governo de França sob o título “Programa de Investmentos para o Futuro“.
O que afirmaram:
O problema do SARS-CoV-2 provavelmente está a ser superestimado, pois 2,6 milhões de pessoas morrem de infecções respiratórias a cada ano, em comparação com menos de 4000 mortes por SARS-CoV-2 no momento da redacção deste documento.
[…]
Este estudo comparou a taxa de mortalidade do SARS-CoV-2 nos países da OCDE (1,3%) com a taxa de mortalidade de Coronavírus comuns identificados em pacientes com HAP (0,8%) de 1 de Janeiro de 2013 a 2 de Março de 2020. Foi realizado um teste de qui-quadrado, e o valor de P foi de 0,11 (não significativo).
[…]
Deve notar-se que estudos sistemáticos de outros Coronavírus (mas ainda não para SARS-CoV-2) descobriram que a percentagem de portadores assintomáticos é igual ou até maior que a percentagem de pacientes sintomáticos. Os mesmos dados para a SARS-CoV-2 podem estar disponíveis em breve, o que reduzirá ainda mais o risco relativo associado a esta patologia específica.
– «SARS-CoV-2: Fear vs. Data», International Journal of Antimicrobial Agents19 de Março de 2020.

Dr. David Katz


Dr. David Katz
Dr. David Katz

Médico americano e director fundador do Yale University Prevention Research Center.
O que afirmou:
Estou profundamente preocupado que as consequências sociais, económicas e de Saúde pública desse colapso quase total da vida normal – escolas e empresas fechadas, reuniões proibidas – sejam duradouras e calamitosas, possivelmente mais graves do que o número directo do próprio vírus. O mercado de acções voltará com o tempo, mas muitas empresas nunca o farão. O desemprego, o empobrecimento e o desespero que provavelmente resultarão serão flagelos de Saúde pública de primeira ordem.
– «Is Our Fight Against CoronaVirus Worse than the Disease?», New York Times20 de Março de 2020.

Prof. Michael T. Osterholm


Prof. Michael T. Osterholm
Prof. Michael T. Osterholm

Professor regente e director do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas da Universidade de Minnesota.
O que afirmou:
Considere o efeito de fechar escritórios, escolas, sistemas de transporte, restaurantes, hotéis, lojas, teatros, salas de concerto, eventos desportivos e outros locais por tempo indeterminado e deixar todos os trabalhadores desempregados a receber subsídios. O resultado provável seria não apenas uma depressão, mas um colapso económico completo, com incontáveis ​​empregos perdidos permanentemente, muito antes da vacina estar pronta ou a imunidade natural se estabelecer.
[…]
[A] melhor alternativa provavelmente implicará permitir que pessoas com baixo risco de doenças graves continuem a trabalhar, mantendo os negócios e a produção a funcionar e possam gerir a Sociedade, enquanto se aconselha a indivíduos de alto risco a se protegerem através do distanciamento físico e aumentando assim a nossa capacidade de assistência médica o mais agressivamente possível. Com esse plano de batalha, poderíamos gradualmente criar imunidade sem destruir a estrutura financeira na qual nossas vidas se baseiam.
– «Facing COVID-19 Realitty: A National Lockdown is no Cure», Washington Post21 de Março de 2020.

Dr Peter Goetzsche


Dr Peter Goetzsche
Dr Peter Goetzsche

Professor de Design e Análise de Pesquisa Clínica da Universidade de Copenhaga e fundador da Cochrane Medical Collaboration. Escreveu vários livros sobre corrupção no campo da medicina e o poder das Grandes Empresas Farmacêuticas.
O que afirmou:
O nosso principal problema é que ninguém jamais terá problemas por medidas draconianas exageradas. Só terão problemas se fizerem muito pouco. Portanto, os nossos políticos e aqueles que trabalham com Saúde pública fazem muito mais do que deveriam.
Nenhuma dessas medidas draconianas foi aplicada durante a pandemia de Gripe de 2009 e, obviamente, não pode ser aplicada todo o inverno, que é o ano todo, pois é sempre inverno em algum lugar. Não podemos fechar o mundo inteiro permanentemente.
Se a epidemia diminuir em pouco tempo, haverá uma fila de pessoas a querer receber crédito por isso. E podemos ter certeza de que medidas draconianas serão aplicadas novamente na próxima vez. Mas lembrem-se da piada sobre os tigres. “Por que está a tocar a buzina?” “Para manter os tigres afastados.” “Mas não há tigres aqui.” “Precisamente!”

As "fake news" nas redes sociais! Só?! E nos OCS? E na política? E na restante sociedade?

Vença as "fake news" nas redes sociais: 8 segredos para não ser enganado sobre o novo coronavírus
Filipa Traqueia, 22 mar 2020. 19:45, poligrafo.sapo.pt

Nunca como hoje circularam tantas mentiras e manipulações sobre um tema específico. A Covid-19 tem sido - e continuará a ser - uma brutal fonte de inspiração para os profissionais da desinformação. O Polígrafo dá-lhe um guia básico para se defender dos piratas das "fake news". Vença as

Muito se tem partilhado nas redes sociais sobre a epidemia que tem marcado os últimos meses. E muita desinformação tem enchido os feeds do Facebook e Twitter e os grupos do WhatsApp. O Polígrafo desmistificou dezenas de falsas informações - e assim continuará. Mas como todos somos poucos, deixamos um pequeno guia para se orientar no labirinto informativo em que meio mundo está perdido.

1. Conheça a doença, os seus sintomas e a forma de contágio
Saber os básicos sobre a doença é meio caminho para descartar algumas das publicações falsas que circulam nas redes. A COVID-19 (e não "o Covid", uma vez que a Covid-19 é a doença provocada por um vírus - "o" coronavírus) provoca febre, tosse, falta de ar e pode ser passado de pessoa para pessoa através das gotículas da boca e do nariz, por exemplo através da tosse ou dos espirros. Por isso é que é recomendado lavar as mãos e evitar mexer na cara. Poderá encontrar informações sobre esta doença no Centers for Disease Control and Prevention, no site da Organização Mundial de Saúde e também no site da Direção-Geral da Saúde.

2. Afaste-se das teorias da conspiração
Há muito que ainda não se sabe sobre a COVID-19 e há também quem se aproveite disso para transformar esta epidemia numa teoria da conspiração. Publicações onde se afirma que o vírus foi criado em laboratório, que é uma arma biológica criada pelos ricos para controlar a população, que tem ocorrido uma epidemia no ano 20 de cada século ou que é um plano da China para vencer o resto do mundo são falsas. Apontar culpas para esta epidemia ou arranjar um bode expiatório são também práticas comuns em tempos de crise. Não há uma pessoa, um grupo, um partido ou um país que seja responsável pela COVID-19. As epidemias podem ter um enorme número de causas e nenhuma delas tem motivações políticas.

3. Verifique as imagens e vídeos e confirme os números apresentados
A teoria do “ver para crer” pode não se aplicar no que às redes sociais diz respeito. Isto porque, em situações de crise, muitas imagens publicadas são descontextualizadas e enganadoras. Podem ser vídeos e fotografias antigas que estão a ser identificadas como atuais ou até mesmo imagens que não têm qualquer relação com a epidemia, mas que surgem associadas ao COVID-19. Seja cético, questione e, acima de tudo, investigue mais a fundo. Quanto aos números: a Organização Mundial de Saúde publica relatórios diariamente com o número de infetados e de mortos por país, assim como a evolução da doença. Com estes relatórios poderá atualizar-se face ao panorama mundial. No caso português, a Direção-Geral de Saúde está a disponibilizar os dados da doença atualizados ao minuto. Tenha também atenção às datas das publicações, uma vez que os números mudam de dia para dia.

4. Não partilhe métodos alternativos de prevenção e de cura
Pode pensar que está a ajudar os outros, mas na verdade está a colaborar na dispersão de informação errada. Muitas publicações com curas milagrosas e métodos de prevenção para o coronavírus têm sido partilhadas nas redes sociais sem qualquer fundamento científico. Enquanto alguns podem inofensivos – como ingerir um determinado chá ou beber água de 15 em 15 minutos –, outros podem ser prejudiciais para a sua saúde. O SNS24 disponibiliza uma série de recomendações que deverá ter em conta, assim como a OMS.

5. Mantenha-se a par das descobertas sobre o vírus
Muitos investigadores estão dedicados ao estudo do SARS-CoV-2, o vírus responsável pelo COVID-19. Porém, as investigações podem levar meses até chegarem a conclusões concretas e, até lá, muito se vai dizendo. Algumas das informações podem vir a ser alteradas e novas descobertas sobre o comportamento e propagação do vírus podem surgir a qualquer momento. Por isso, a melhor prática é procurar as informações oficiais e fidedignas e questionar as que publicações que vê nas redes sociais.

6. Questione-se: quem criou esta publicação?
Confirme em que site está publicada a informação e se é uma página fidedigna. A origem da informação é um dos principais fatores a ter em conta na luta contra as fake news. Procure as secções do “about us” e investigue o autor do texto. Se tudo o que está a ler é escrito anonimamente, procure outras fontes para confirmar a informação. Observe também o link: muitas das páginas fraudulentas apresentam links estranhos e que, em alguns casos, em nada têm a ver com o que está a ler. Tome também atenção às terminações dos URL e saiba que as instituições oficiais normalmente têm links que terminam em .gov, .eu, .edu ou .org.

CONFIRME EM QUE SITE ESTÁ PUBLICADA A INFORMAÇÃO E SE É UMA PÁGINA FIDEDIGNA. A ORIGEM DA INFORMAÇÃO É UM DOS PRINCIPAIS FATORES A TER EM CONTA NA LUTA CONTRA AS FAKE NEWS. PROCURE AS SECÇÕES DO “ABOUT US” E INVESTIGUE O AUTOR DO TEXTO. SE TUDO O QUE ESTÁ A LER É ESCRITO ANONIMAMENTE, PROCURE OUTRAS FONTES PARA CONFIRMAR A INFORMAÇÃO.

7. Tente perceber que mensagem está a ser passada
Se é uma informação exclusiva que não consegue encontrar em mais lugar nenhum é, provavelmente, mentira. Procure o mesmo assunto numa outra fonte e dê primazia aos meios de comunicação oficiais. A mensagem que é passada e como é passada também poderá ser um sinal de alerta. Tome atenção aos erros de português e ao uso excessivo de letras maiúsculas, analise o texto de forma crítica e tente perceber se a informação é uma opinião de quem a escreveu. Procure por citações e perceba quem está a ser citado: as declarações entre aspas dão credibilidade aos artigos, mas é preciso confirmar se quem as diz é mesmo especialista na matéria.

SE É UMA INFORMAÇÃO EXCLUSIVA QUE NÃO CONSEGUE ENCONTRAR EM MAIS LUGAR NENHUM É, PROVAVELMENTE, MENTIRA. PROCURE O MESMO ASSUNTO NUMA OUTRA FONTE E DÊ PRIMAZIA AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO OFICIAIS.

8. Interrogue-se: porque é que esta publicação foi criada?
Depois de perceber a origem e a razão da mensagem, tome atenção à sua motivação. Poderá estar perante um conteúdo patrocinado em que o seu autor foi pago para escrever este assunto ou poderá ser um conteúdo com motivações políticas que tem como objetivo prejudicar um oponente. Tenha isso em consideração antes de fazer uma partilha.

https://poligrafo.sapo.pt/sociedade/artigos/venca-as-fake-news-nas-redes-sociais-8-segredos-para-nao-ser-enganado-no-que-le-sobre-o-novo-coronavirus [01.mai.2020]

Gémeos morrem, em pandemias,
com 100 anos de diferença

Gémeos morrem, em pandemias, com 100 anos de diferença
SIC Notícias; 23.abr.2020

Aconteceu nos Estados Unidos da América. Um veterano da Segunda Guerra Mundial, com 100 anos, morreu de Covid-19. O irmão gémeo tinha morrido devido à gripe espanhola.

Os gémeos nasceram a 5 de Dezembro de 1919, mas a pandemia de gripe espanhola acabou por levar um deles à morte, com poucas semanas de vida. Philip Khan, sargento da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, acabou por chegar aos 100 anos de vida. Era o veterano mais mais velho do condado de Nassau, nova Iorque.

Durante a guerra atuou como engenheiro e co-piloto, mantendo os aviões abastecidos, numa tarefa que lhe valeu a condecoração com duas Estrelas de Batalha de Bronze. Depois do serviço militar, o veterano trabalhou como eletricista na construção do World Trade Center.

Nos últimos anos de vida, Kahn morava sozinho, em Long Island, onde fazia diariamente caminhadas de um a dois quilómetros.

O neto, Warren Zysman, contou à CNN que, antes de morrer, o avô receava passar por uma nova pandemia.

"Foi algo que ele mencionou com bastante frequência", disse Zysman. "Eu conversava com ele, e ele dizia: 'Eu disse-te que a história se repete. 100 anos não são tão longos assim.'"

Ao longo do século que se seguiu à morte de Samuel, Kahn fez questão de manter viva a memória do irmão, e falar nele recorrentemente, segundo Zysman. "Claramente havia um vazio no coração por nunca ter conhecido o irmão gémeo".

Família não pode realizar cerimónia militar

Ciente do que estava a acontecer no mundo por causa do coronavírus, como conta Zysman, Philip Khan acabou por morrer, de Covid-19, no dia 17 de Abril, depois de ter tido tosse e outros sintomas respiratórios associados à infeção. Estaria consciente, segundo o relato do neto, de que provavelmente tinha contraído o vírus.

"Ele falou muito sobre o irmão nos últimos dias", disse Zysman. A família não chegou a obter os resultados do teste antes da morte. "Ele sempre quis um grande funeral militar, mas não conseguimos proporcionar-lho", lamenta o neto.

Ao invés disso, o cemitério providenciou para que duas pessoas, nas forças armadas, realizassem uma cerimónia militar. E um homem, cujo pai foi um fuzileiro naval durante a Segunda Guerra Mundial, tocou a corneta, à distância .

"Ele ofereceu-se porque a Força Aérea tinha protegido os fuzileiros navais, e sentiu que era uma honra fazer isso pelo meu avô", disse Zysman.

in https://www.msn.com/pt-pt/noticias/mundo/gémeos-morrem-em-pandemias-com-100-anos-de-diferença/ [23.abr.2020]

“Nada poderia ser pior do que um regresso à normalidade”

Arundhati Roy: “Nada poderia ser pior do que um regresso à normalidade”
20.04.2020 às 18h20

Entre o relato-denúncia da tragédia no seu “pobre-rico país” e o “fascínio difícil de explicar” pelo que se passa no outro lado do mundo, a escritora e ativista indiana afirma que estes dias de “terrível desespero” são uma “oportunidade de repensar essa máquina do dia do juízo final que construímos para nós próprios”. E, como aconteceu no passado, também esta pandemia é “um portal, uma porta de entrada entre um mundo e o seguinte”

Para a ativista dos Direitos Humanos e do Ambiente, a opção depois da covid-19 não é regressar ao nosso mundo de “preconceitos e ódios, da nossa avareza, dos nossos bancos de dados e ideias mortas” mas sim “imaginar um outro mundo” e estarmos “prontos para lutar por ele”
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Quem pode agora utilizar o termo “tornou-se viral” sem tremer um pouco? Quem pode a partir de agora olhar para coisas simples como uma maçaneta de porta, uma caixa de papelão, um saco de legumes — sem as imaginar a fervilhar com aquelas esferas invisíveis, não-mortas e sem vida, pontilhadas de ventosas à espera de se cravarem nos nossos pulmões? Quem pode pensar em beijar um estranho, entrar num autocarro ou mandar os filhos para a escola sem sentir um medo real? Quem pode pensar num qualquer prazer comum sem avaliar o seu risco? Quem entre nós não é um epidemiologista, virologista, perito em estatística e profeta charlatão?

Qual o cientista ou o médico que não está a rezar secretamente por um milagre? Qual o sacerdote que não está - pelo menos em segredo – a submeter-se à ciência? E mesmo enquanto o vírus prolifera, quem não se delicia com o aumento do canto dos pássaros nas cidades, com os pavões que dançam nos cruzamentos e com o silêncio dos céus?

https://expresso.pt/dossies/diario/2020-04-20-Arundhati-Roy-Nada-poderia-ser-pior-do-que-um-regresso-a-normalidade [20.abr.2020]

"Governo não tem que
cuidar dos idosos", diz Bolsonaro
Será essa a ideia?

Mas será essa a ideia que Bolsonaro quiz fazer passar? Ou será antes manipulação jornalística contra ele?

"Governo não tem que cuidar dos idosos, diz Bolsonaro


"Quem tem obrigação de cuidar dos idosos é a família e não o governo. Quem tem abaixo de 40 anos têm que se preocupar para não transmitir o vírus para outros. Para a própria vida, é quase zero o risco. Cada família tem que botar o vovô e a vovó em um canto e evitar o contato a menos de dois metros. O resto tem que trabalhar".

Palavras do presidente da República, Jair Bolsonaro, em entrevista ao jornalista Datena, da TV Bandeirantes.

Sem mais palavras."

Pedro Ribeiro
8 de abril de 2020, 19:56

Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal."

https://paranaportal.uol.com.br/opiniao/sintonia-fina/governo-nao-tem-que-cuidar-dos-idosos-diz-bolsonaro/ [19.abr.2020]

Desista de ter razão

"DESISTA DE TER RAZÃO
publicado em recortes por José Silveira

Abrir mão da necessidade de ter razão não significa que você não tenha seu ponto de vista. Porém, você tem uma escolha: abrir mão da necessidade de defender seu ponto de vista. Para o ego, render-se significa derrota e desgraça. Contudo, numa perspectiva de evolução espiritual, cabe perguntar a si mesmo: vale a pena seguir nesse caminho?


Grande parte dos relacionamentos humanos são prejudicados pelo confronto entre o certo e o errado. A maioria das pessoas quer impor seus pontos de vista ao mundo. Elas carregam crenças sobre o que é certo e errado e ficam “aprisionados” a essas crenças por anos. De fato, “eu estou certo” e “você está errado” traz o frio conforto de julgar os outros e se sentir superior. A necessidade de estar certo gerará antagonismo, conflito e rejeição.

Ter razão implica que alguém deve estar errado.

Os conflitos surgem como resultado da falta de entendimento de que há tantos pontos de vista quanto há pessoas. Nossos pontos de vista únicos são uma dádiva.

Na realidade, não existe nada como uma, e apenas uma, perspectiva correta. Certo é aquilo que está de acordo com a sua percepção. Você vê o mundo como você é. Os outros veem o mundo como eles são também.


Conforme Deepak Chopra, “este insight é extremamente libertador porque, antes de tudo, faz de você uma pessoa única. No fim das contas, faz de você um cocriador com Deus. Quando sua consciência se expande, a realidade também o faz. Um enorme potencial escondido é revelado”.

Vivemos em um universo que reflete quem somos, o que deveríamos valorizar e celebrar. Em vez disso, defendemos “com unhas e dentes” nosso pequeno pedaço dele. Pensem em como os relacionamentos se desenvolvem. Nós nos damos bem com alguém que concorda com nosso ponto de vista. Sentimo-nos respeitados na sua presença. Vale destacar que as pessoas se aproximam por afinidades, valores e interesses comuns. Grupos são formados dessa maneira.

Por fim, vale perguntar a si mesmo num próximo debate ou discussão: “o que eu quero com essa situação, ter razão ou ser feliz?” Você perceberá que ao adotar uma postura menos defensiva, a não necessidade de ter razão, sua mente vai ficando mais tranquila, começará a sentir mais empatia e sua percepção se expandirá. O resultado disso tudo é uma quantidade enorme de energia que fica disponível quando você desiste da necessidade de ter razão." 


© obvious: http://obviousmag.org/ousa_saber/2020/desista-de-ter-razao.html
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Sou professor Associado II da Universidade Federal de Santa Maria no curso de Relações Internacionais. Leciono as cadeiras de História das Relações Internacionais na era moderna e contemporânea. Estudioso da obra shakespeariana desde setembro de 1999. Publiquei algumas obras: Sob o signo da Fênix, Sob o signo das Valquírias, Sob o signo das Fúrias, A tragédia da política em Ricardo III, A tragédia da política em Ricardo II e participei com um capítulo da obra Arte e Política do Prof. Dr. Miguel Wady Chaia. Organizei a obra A tragédia da política (Relações Internacionais). Já participei de diversas Antologias Poéticas. Atualmente, tenho uma coluna digital no Diário de Santa Maria.

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Se fossem todos para aquela parte!...

Comemoração do 25.abr em tempos de pandemia...



"SE FOSSEM TODOS PARA AQUELA PARTE!...

- Pedem aos portugueses para não saírem de casa.

- Pedem aos portugueses para não saírem do seu concelho e nem festejarem a Páscoa.

- Pedem aos que trabalham no estrangeiro para terem paciência e não visitarem os seus familiares.

- Pedem...

- Pedem...

- Pedem tudo e mais alguma coisa e agora são os próprios que pedem que não querem cumprir!

Mais de cinco pessoas não devem estar juntas e eles - aqueles que fazem as leis proibitivas para todos - vão juntar cerca de sete dezenas de deputados, aliás doentes mentais, na Assembleia da República para celebrar o 25 de Abril, como que fosse um bem de primeira necessidade.

Isto é gozar com os portugueses. Nunca fui grande adepto das ideologias do socialista João Soares, mas desta vez tenho de estar do lado dele.

Se me quiserem prender que me prendam, mas que vão todos para o raio que os parta!"

por Alcino Fernandes Oliveira em https://www.facebook.com/alcino.oliveira.1 [19.abr.2020]

As verdades nunca contadas ou
ocultadas sobre o 25 de Abril

do blogue Consciência Nacional

"A verdade, a decisão, o empreendimento, saem do menor número; o assentimento, a aceitação, da maioria. É às minorias que pertencem a virtude, a audácia, a posse e a concepção." Charles Maurras

As verdades nunca contadas sobre o 25 de Abril, a verdade histórica e factual.

«Algum tempo antes do 25 de Abril, constava a nível público que determinada legislação (1) criara um diferendo entre os oficiais do quadro permanente e os do quadro complementar, pelo facto de os primeiros se considerarem prejudicados nas promoções.

Um problema, como vemos, aparentemente, de natureza puramente militar que gerou, entre os que se consideravam prejudicados, descontentamento generalizado, como é perfeitamente compreensível. Este conflito deu origem como era natural a reuniões clandestinas de oficiais, certamente, a princípio, para discutirem o problema que os afectava e procurarem uma saída para a sua resolução.

Não surpreende que a partir daquele descontentamento, outros descontentamentos se lhe tenham juntado. Motivos não faltavam e no mundo da política há sempre quem esteja atento às oportunidades que possam servir os seus interesses, pelo que não custa a acreditar que o conhecimento deste descontentamento, aliás bastante público, tenha despertado a atenção dos inimigos, internos e externos, do regime vigente, para o seu possível aproveitamento. 

Nas forças armadas não deviam faltar elementos comprometidos e simpatizantes com forças adversas ao Estado Novo, muito especialmente da política ultramarina seguida pelo Governo, que logo se devem ter aproveitado da oportunidade para se aproximarem do descontentamento desses oficiais, com espírito de colaboração mas com secretas intenções, estranhas, se não hostis, aos objectivos patrióticos [???] do Movimento.

A solidariedade destes novos descontentamentos vinha dar ao descontentamento inicial uma nova força transformando as reuniões clandestinas para resolver um problema militar, em empolgantes preparativos de uma revolta política.

Pensavam, com certeza esses oficiais, mas erradamente, que este alargamento numérico os iria beneficiar, mas o que aconteceu, porém, foi os seus iniciadores terem perdido, a partir daí, o comando do que quer que fosse e passarem a ser, sem o saberem, comandados por políticos escondidos atrás dos Melos Antunes e dos Costa Gomes, entretanto infiltrados.

Como sempre tem acontecido os militares iam uma vez mais ser traídos pelos políticos, fardados ou à paisana.

Esta facção estava atenta e bem apoiada na CIA e no KGB, dois poderosos instrumentos ao serviço do Projecto Global.

O Embaixador Fernando Neves, no seu livro "As Colónias Portuguesas e o seu futuro", refere-se a um documento a que tivera acesso em que se preconizava, em relação a acções a levar a cabo em Portugal, "... elevar a formas superiores, e na base dos princípios do internacionalismo proletário, a luta no seio do exército colonialista português para a vitória das guerras de libertação dos povos africanos. O Exército colonialista deve ser minado pelo interior através de um trabalho de agitação e propaganda maciço que tem por objecto a organização da subversão nos quartéis", o que, como é sabido, veio a acontecer.

Não, naturalmente, por excitação democrática da soldadesca, mas, como se vê, devidamente comandado.

Por outro lado, era igualmente do conhecimento público que interesses hostis aos nacionais, especialmente de matriz americana e soviética, se empenhavam havia muito e abertamente, em acções de vária natureza, com o objectivo de ocupar, com os seus interesses, o vazio que uma vez expulsos dos territórios, ali deixaríamos. Desta maneira acrescentariam alguns ricos e extensos territórios da África Negra ao seu impiedoso neocolonianismo, ao insaciável apetite dos grandes grupos económico-financeiros em jogo. Os portugueses que ali tinham nascido e ali viviam, de todas as cores e credos, apenas ficariam privados, segundo o seu frio ponto de vista, daquilo que havia 500 anos lhes tínhamos dado - uma nacionalidade e com ela uma convivência fraterna que nenhum outro povo europeu soube dar aos povos de cor.

Por outro lado, com excepção da África do Sul, Angola e Moçambique apresentavam índices de crescimento económico e social sem paralelo com quaisquer outros territórios africanos, o que representava um verdadeiro escândalo mundial, devidamente propalado, com laivos de humana indignação, pela corte desses malvados da inteligência que durante décadas esconderam a realidade do regime soviético ao público ingénuo que os seguia, atrás do rótulo de intelectuais, o que lhes dava uma falsa autoridade ante os ignorantes.

Estas realidades transformaram as nossas províncias africanas num escândalo que não podiam tolerar, por pôr claramente em cheque os autores da libertação de muitos povos africanos e os governos locais por eles ali implantados contra-natura, para servirem os seus interesses, como está hoje à vista de todos os que não negam evidências, resultado de uma descolonização motivada por interesses exclusivamente económicos, totalmente estranhos a qualquer tipo de objectivo humanitário.

Promovida em nome da dignidade humana, esta cínica ironia, resiste, na mentalidade pública, mesmo perante a evidência de guerras fratricidas, da corrupção, da incompetência, da fome e das doenças em que conscientemente se lançaram impiedosamente milhões de indivíduos, por mero interesse económico e de poder, na selva política internacional.

A estes interesses, nada importam as destruições materiais e os milhões de mortos e de estropiados que, nestes últimos trinta anos, têm ensanguentado países como a Nigéria, Etiópia, Moçambique, Angola, Chade, Congo, Libéria, Sudão, Somália, Afeganistão, etc, por obra e graça dessa aliança diabólica entre os EUA e a Rússia. Chamam-lhe, para uso mental de tolos, opinião pública mundial.

Opinião pública mundial? 

Melhor seria chamar-lhe canalha manipulada pelos grandes interesses mundiais, ou então, como Julien Green já lhe chamou, estupidez em acção.

Bastaria recordar que os governos africanos saídos desta descolonização comandada pelos altos interesses materiais e apoiada pela inconsciência pública e não pelos motivos humanitários proclamados, gastam mais de doze biliões de dólares por ano na importação de armamentos e manutenção das suas Forças Armadas — soma igual à que recebem das diversas fontes de assistência internacional.

Não se entra em conta com as mortes e as destruições resultantes da utilização destes armamentos, mas quem lhos fornece, entra, porque sem estas vítimas não os venderiam.

Para tentarem alcançar o seu objectivo, aquelas forças hostis a Portugal criaram e financiaram grupos de terroristas, sediados em bases situadas em territórios vizinhos aos das províncias, donde era fácil, dadas as extensas fronteiras, nelas se infiltrarem.

E passaram a chamar-lhes, cinicamente, movimentos de libertação...

O Senhor Dr. Freire Antunes, muito recentemente, em artigo publicado no jornal Diário de Notícias, diz-nos que, segundo René Pélissier, investigador da História Angolana, "a UPA não tinha, em 1961, uma estratégia nacional, mas uma estratégia meramente tribal para os povos de Bacong e Dembos".

Não nos diz o Senhor Dr. Antunes, nem o Senhor Pélissier, quem financiou este grupo terrorista, mas sabem, com certeza, que foi especialmente a Fundação Ford sob o alto patrocínio dessa sinistra figura que foi a Senhora Eleanora Roosevelt, a mulher do Presidente que entregou metade da Europa ao goulag soviético.

A partir de todos estes auxílios e após muitos anos de luta armada sem conseguirem os seus objectivos — os grupos terroristas estavam na iminência de depor as armas — compreenderam que só com uma acção em Lisboa, conseguiriam alcançá-los.

A dificuldade, porém, com que tinham deparado, noutras tentativas fracassadas, era a de não terem encontrado, nem terem conseguido promover, um descontentamento, que é sempre o ponto de partida para qualquer acção de subversão política. Tinham tentado criá-lo, várias vezes, ao longo de anos, mas sem êxito. O aproveitamento do descontentamento entre os oficiais veio dar-lhes a oportunidade de, a partir dele, conseguirem em Lisboa o que não tinham conseguido com o terrorismo no Ultramar. 

A oportunidade era, de facto, excepcional, não só pelos motivos iniciais apontados, mas principalmente pela consciência que todos tinham da necessidade imperiosa do País sair da grave crise em que se encontrava, resultante de não se ter dado ao problema do Ultramar a solução que se impunha de natureza política e não militar [???]. 

As Forças Armadas, por outro lado, estavam na sua quase totalidade, nos territórios ultramarinos. Na Metrópole estavam sobretudo generais na Reserva, oficiais instrutores e recrutas.

Vejamos o que nos diz um órgão da imprensa estrangeira, sobre esta franja não operacional das Forças Armadas. "Resta apenas o problema da NATO: Spínola promove o contacto com o próprio Secretário da Nato, Joseph Luns, [através] de um dos seus amigos da Finança - o Director dos Estaleiros Navais Portugueses, Lisnave, Thorsten Anderson - que participa em Megève, França (de 19 a 21 de Abril) numa misteriosa reunião de importantes homens da política, da diplomacia e do mundo dos negócios internacionais reunidos num igualmente misterioso clube: o Clube de Bilderberg (2).

De 19 a 21 de Abril, Megève é zona vigiada pela polícia francesa como se o visitante fosse um Chefe de Estado. De facto, no Hotel Mont Arbois, propriedade de Edmond Rothschild, reúne-se a flor e a nata da política e das Finanças ocidentais. A reunião é discreta, à porta fechada: os jornalistas não falarão dela; mas é ali que será decidido o destino do mundo ocidental. Desde 1954, e do dia da primeira reunião no Hotel Bilderberg, na cidade holandesa de Oosterbeek, sob a presidência do Príncipe Bernardo da Holanda, que os homens mais influentes do Ocidente se reúnem anualmente para estudar a situação 'política e financeira e estudar ou aprovar programas para o futuro'.

Bastam os nomes dos participantes daquele ano na reunião do Clube para que possa compreender-se a sua importância. São os seguintes: Nelson Rockefeller, Governador do Estado de Nova York; Frederick Dant, Secretário Norte-Americano do Comércio; General Andrew Goodpaster, Comandante das Forças Aliadas na Europa; Denis Healey, Ministro da Fazenda inglês; Joseph Luns, Secretário Geral da NATO; Richard Foren, Presidente da General Electric na Europa; Helmut Schmidt, Ministro da Fazenda alemão, actualmente chanceler, após a demissão de Brandt; Franz Joseph Strauss, definido como homem de negócios alemão; Joseph Abs, Presidente do Deutsche Bank; Guido Carli, Governador do Banco de Itália; Giovanni Agnelli, Presidente da Fiat; Eugénio Cefis, Presidente da Montedison e além destes Thorsten Anderson, homem de negócios português que sonda Joseph Luns sobre as possíveis reacções da NATO perante a possível mudança de regime em Lisboa.

A resposta de Luns, certamente positiva, vem a ser confirmada pelo comportamento, já citado no início, dos navios da NATO defronte da capital portuguesa durante as primeiras horas do golpe de Estado. A sua presença actuou como um silencioso dissuasor contra quem, entre os generais ultras, tivesse tentado opor resistência a Spínola. Os generais sabem da presença dos navios e sabem muito bem interpretar a sua saída de Lisboa na madrugada de 25 de Abril. É evidente que a NATO julga saber quem são os iniciadores do movimento, conhece o seu programa e aprova-o. A reunião do Clube de Bilderberg cumpriu os seus objectivos e neste momento Spínola tem o caminho livre". 

O Poder político, por outro lado, estava nas mãos de um homem fraco, hesitante e pressionado pelos que viam na Europa do mercado comum a solução para todos os problemas pessoais e nacionais, dominados por uma estranha mística de Terra Prometida, donde esperavam que um fácil maná viesse alimentar os seus apetites, insuficiências e vaidades. Para todos eles os territórios ultramarinos eram o único obstáculo à realização dos seus sonhos europeus. Muitas vezes me disseram que entre os marcelistas se afirmava que era preciso abandonar o Ultramar a qualquer preço. Não me surpreende que tenham vindo a desempenhar um papel de relevo na descolonização exemplar, como, impudicamente, alguém chamou ao vergonhoso e sangrento abandono do Ultramar.

Não me surpreende, na verdade, porque quando o chefe é fraco, tudo à sua volta enfraquece. Por isso mesmo não foi necessário derrubá-lo. Apenas caiu.

"O estudo das diversas informações disponíveis respeitantes aos acontecimentos do 25 de Abril permite uma curiosa contagem dos efectivos humanos reais mobilizados no Movimento das Forças Armadas: entre 160 a 200 oficiais, incluídos os de Complemento, e um número não muito superior a 2.000 homens e tropas. A debilidade destas Forças, o seu escasso apetrechamento em material blindado e móvel e o facto de que na mobilização inicial apenas estiveram implicados os oficiais das classes incorporadas na conspiração, fazem suspeitar de que se contava com a falta de resistência do Estado.

Apesar da sua minuciosa preparação, a execução do plano do MFA deixou muito a desejar na prática. Cedo se tornou evidente a inexperiência ou deficiente preparação dos oficiais para tal tarefa. Não se providenciou o armamento mais conveniente e as posições perante os quartéis não comprometidos ou fiéis em princípio ao Governo, foram tomadas de modo bastante incorrecto. Nem sequer se procedeu a uma ocupação sistemática dos pontos-chave.

Na realidade, a situação de madrugada era objectivamente muito frágil para os sublevados. Diversas unidades, como o Regimento Motorizado de Lanceiros 7 e a Guarda Nacional Republicana, permaneciam fiéis ao Governo, que além do mais contava com todos os efectivos da Direcção-Geral de Segurança. Por outro lado a maioria dos efectivos da Aviação e da Marinha, permaneciam em absoluto silêncio. Uma acção enérgica do Governo teria arrumado completamente o MFA. Porque não se terá produzido? É este, outro dos elementos confusos deste golpe de estado.

Muito pouco tempo depois de conhecidos os efectivos dos sublevados e a sua distribuição na cidade, o Director Geral de Segurança pôs-se em comunicação via rádio com o Presidente do Governo refugiado no quartel da GNR, explicou a situação ao Prof. Caetano e informou-o da força real do MFA e das unidades afectas ao Governo ou que até então se não tinham manifestado e solicitou-lhe autorização para actuar, assegurando-lhe que a situação estaria dominada por completo até às 17 horas desse mesmo dia. No entanto o Prof. Caetano não lhe concedeu a autorização solicitada, desejoso, disse, de evitar derramamento de sangue. O Director Geral de Segurança insistiu com o Prof. Caetano por esse mesmo meio em mais duas ou três ocasiões, sem obter a resposta que ansiava. As conversações, emitidas por um posto de rádio de emergência da Direcção Geral de Segurança, puderam ser nitidamente captadas por um razoável grupo de pessoas, incluindo membros do Corpo Diplomático, através dos seus aparelhos de rádio normais. Foram também gravadas por um rádio amador que as passou de imediato para os oficiais do MFA. Essa gravação foi rapidamente levada ao Rádio Clube Português e outras emissoras que o MFA tinha sob o seu controle e ao longo de todo o dia a sua transmissão foi feita de modo ininterrupto.

Ao tomar conhecimento da passividade do Presidente do Governo, as unidades que se mantinham fiéis, ficaram abatidas, e o moral dos ministros do Governo não implicados na conspiração e de outros sectores políticos e administrativos ficou abalado, ao mesmo tempo que as unidades de Aviação e da Marinha que se mantinham na expectativa dos acontecimentos decidiram incorporar-se no MFA".

A má organização, a insuficiência de meios militares das forças que saíram para a rua, que mais pareciam bandos de arruaceiros do que forças disciplinadas, estão bem patentes em declarações do chamado estratego do 25 de Abril, o capitão Otelo, a um jornal espanhol, em que afirmou ter dado instruções aos seus subordinados para se renderem se encontrassem a mais pequena resistência.

Como se vê, a vitória do movimento não se deve, como é evidente, ao famoso estratego Otelo, pois é ele próprio a confirmar que não tinha a mais pequena hipótese de vencer se tivesse encontrado a mais pequena resistência.

Penso que, muito mais importante do que a contribuição deste ingénuo útil, foi, sem dúvida, a dada pelo Presidente do Conselho. Contrariando o que havia muitos anos estava estabelecido a nível do Estado, em caso de emergência, seria para Monsanto e não para o Quartel do Carmo que o Presidente do Conselho se devia ter dirigido. Quebrou, com a decisão tomada, a unidade do Governo, abrindo caminho a indecisões e interpretações que paralisaram qualquer hipótese de oposição à intentona que tinha saído para a rua com a face visível dos capitães e a invisível de interesses hostis aos nacionais.

Tive conhecimento, em Madrid, através de um oficial que na altura prestava serviço no Quartel do Carmo, que o Prof. Marcelo Caetano, logo que entrou, se dirigiu ao Gabinete do Comandante, que ocupou, dando ordens terminantes para que, em circunstância alguma, o interrompessem, tendo fechado a porta à chave. Esteve horas ali dentro, sem contactar com os ministros que o tinham acompanhado, até ao momento em que o General Spínola chegou ao quartel para o proteger de arruaceiros a soldo, que na rua o ameaçavam.

Soube depois, por outra via, que o Comandante Geral da Legião Portuguesa, General Castro, fora uma das pessoas por ele contactadas, tendo-lhe dado ordens para desarmar e dispersar o batalhão que estava no momento a ser municiado. É de presumir que tenha contactado outras entidades militares, dando-lhes instruções para não intervirem. Nesta altura ainda devia estar convencido de que o movimento se fazia a seu favor, o que lhe iria permitir libertar-se do Ultramar, ideia antiga que o obcecava e não conseguira até ali levar a cabo.

Mais tarde, em Espanha, viria a saber pelo Eng. Santos e Castro, que o Presidente do Conselho, quando o convidou para desempenhar as funções de Governador Geral de Angola, lhe dissera que ia com a missão específica de preparar, o mais brevemente possível, a independência do território, informando-o de que igual incumbência fora cometida ao Dr. Baltasar Rebelo de Sousa em relação a Moçambique.

Não tenho dúvidas de que na sua intenção estava a preparação de independências inspiradas no modelo da África do Sul.

Simplesmente o projecto do Professor não estava de acordo com o plano americano-soviético, aprovado na Conferência de Bilderberg, pelo que não passou de um ingénuo útil, mais um, a servir interesses hostis aos de Portugal.

Pelo que ficou dito poderá o leitor melhor avaliar da importância que certamente teve aquela reunião do Clube de Bilderberg na eclosão e desenvolvimento do 25 de Abril e sobretudo tomar consciência das vezes sem conta, quando insuficientemente informados, em que tomamos a aparência pela realidade. Por isso não deve ter sido difícil ao embaixador do CFR, Carlucci e seus ajudantes, aconselhar os nossos aprendizes de feiticeiro a seguir-lhes as sugestões de que dependiam os seus futuros políticos que talvez se possam reduzir a uma só: não façam nada que contrarie o projecto do Governo Mundial, porque nele está a Esperança e fora dele a Tragédia. 

O Partido Comunista, por outro lado, o único com quadros bem preparados, apesar da massa militante ser de terceira categoria, o que o impediu de ir mais longe na destruição do País, conseguiu, no entanto, em curto espaço de tempo, ocupar posições-chave que lhe permitiram lançar a confusão generalizada, utilizando técnicas bem conhecidas dos especialistas na manipulação de massas.

Tudo estava bem estudado e planeado para preencher com a desordem, a intimidação e a arbitrariedade, o vazio do poder.

Surpreenderam-se muitos comentaristas da imprensa internacional que num País com uma História tão antiga e tão rica como a portuguesa, fosse possível a desordem manter-se durante tanto tempo e durante ela os portugueses assistirem impassíveis à sua auto-destruição, se não mesmo a aplaudi-la».

Fernando Pacheco de Amorim («25 de Abril. Episódio do Projecto Global»).
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(1) 13 de Julho de 1973, o Governo de Marcelo Caetano faz publicar no Diário da República a sua sentença de morte. Tratava-se de um simples decreto-lei, número 353/73, que permitia aos oficiais contratados pelo Exército para complementar o quadro de oficiais profissionais (Quadro Permanente, QP) aceder ao QP mediante um curso intensivo na Academia Militar.
O decreto-lei pretendia minorar a situação de falta de oficiais nas fileiras do Exército, a que havia conduzido a guerra colonial.

(2) Clube ou Grupo de Bilderberg é uma conferência privada estabelecida em 1954 para cerca de 150 especialistas em indústria, finanças, educação e meios de comunicação que fazem parte da elite política e econômica da Europa e da América do Norte, contudo ao longo das edições se confirmam a presença de chefes de estado, papas, etc. A denominação Bilderberg é devido ao Hotel de Bilderberg, onde realizou-se a primeira conferência, localizado em Oosterbeek, Países Baixos. O propósito inicial era a preocupação com o crescimento do antiamericanismo na Europa Ocidental, vendo na conferência uma possibilidade de promover a cooperação entre as culturas norte-americana e europeia em matéria de política, economia e questões de defesa.

Todas estas características do Clube Bilderberg fizeram com que teorias conspiratórias surgissem. Grupos de esquerda acusam de ser uma conspiração para impor o capitalismo, enquanto que direitistas conservadores denunciam como uma conspiração para formação de um governo mundial, acima das soberanias nacionais, com vistas à chamada “Nova Ordem Mundial”.

28.out.2018
https://consciencianacional.blogspot.com/2018/10/as-verdades-nunca-contadas-ou-ocultadas.html [19.abr.2020]